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 A R T E S   V I S U A I S

3º  C I C L O | S E C U N D Á R I O

 

Escola Secundária/3  Dr. João de Araújo Correia  -  Peso  da  Régua

 

 

 

 

Destaques  

VISITA Á EXPOSIÇÃO DE PAULA REGO – Museu de Serralves - Porto                              18 de Janeiro de 2005

      www.serralves.pt

 

   A visita à exposição de Paula Rego, nascida em Lisboa em 1935,com formação em 1956, na Slade School of Art em Londres, ultrapassou claramente os objectivos inicialmente previstos.

   Observou-se bem de perto, uma grande colecção de obras que, embora, figurativas,   não são conservadoras. Visualizaram-se os seus procedimentos técnicos e as suas áreas de intervenção estética. 

    As obras de Paula Rego, nascida em Lisboa em 1935, são exemplo de uma pintura realista do nosso tempo, reconhecida internacionalmente e claramente pedagógica para os alunos que perseguem uma carreira artística.

    São quadros que possuem a escala e solenidade da pintura de temas históricos, mas que não comemoram acontecimentos de importância nacional ou internacional. Retratam antes filhas/mulheres que executam tarefas com gestos que combinam obediência e agressividade quase sempre em ambientes de isolamento melancólico, dramático, acentuado pela luz crua, sombras carregadas e distorções de escala.

    A dureza de feições e os membros musculados das raparigas representam um certo estoicismo, proclamam a não rendição nem nas mais subservientes ou humilhantes circunstâncias dir-se-iam criaturas num palco. É clara a variedade de personagens femininas – raparigas fortes, sedutoras e violentas, ou mulheres rudes que remetem para as camponesas da infância de Paula Rego passada em Portugal durante o Estado Novo. Inúmeros pormenores iconográficos retratam esse passado político/religioso através da representação do doméstico. Os seus temas relatam o passado mas representam-no como uma herança – fardo, ou seja, um meio de abordar o presente. As obras de Paula Rego presentes na exposição dão corpo ao credo feminista.

     Plasticamente Paula rego explora a relação entre pintura e desenho. A representação da figura humana através de estudos ou esboços é posteriormente articulada no espaço pictórico em pastel sobre papel no entanto, por vezes o desenho é posterior à pintura, daí ser correcto dizer-se que a artista demonstra uma permanente e dinâmica articulação entre os dois procedimentos.

 

                

                            

                            A importância e a inter-relação do desenho e da pintura na obra de Paula Rego

                        

 

   A visita à exposição de Paula Rego permitiu aos alunos em primeiro lugar, conhecer um espaço de exposição artística de excelência e, em segundo lugar, proporcionou-lhes o contacto directo com a obra de um dos maiores vultos da arte contemporânea.

    

                       

                                     

                                          Grupo de alunos em frente ao museu

 

Texto e fotografias:

Professora Isabel Babo

 

 

PALESTRA DA PINTORA GRAÇA MORAIS                                                                             13 de Abril de 2005

 

No âmbito do projecto "Artes na escola", promovido pela Direcção Geral dos Recursos Humanos da Educação (DGRHE), a pintora Graça Morais irá dinamizar nesta Escola uma palestra, no próximo dia 13 de Abril, subordinada ao tema "O artista: a arte, a terra e o tempo".

O Departamento de Expressões assinalará a presença deste vulto das artes plásticas nacionais e grande embaixadora da cultura da região com uma exposição, realizada pelos alunos do Agrupamento de Artes (Oficina de Artes e Desenho).

 

 

 

 

Mais informação na Internet sobre a pintora:

http://www.mulheres-ps20.ipp.pt/Graca_Morais.htm

http://www.iac-azores.org/agenda/1997/graca-morais.html

http://www.bragancanet.pt/filustres/graca9.html

http://www.espigueiro.pt/reportagem/371bce7dc83817b7893bcdeed13799b5.html

 

 

 

 

INTERIOR INTENSO                                                                                                               20 de Abril de 2005

 

Foi com enorme prazer que tivemos hoje, na nossa escola, um encontro com um vulto das artes plásticas nacionais – Graça Morais.

Tal encontro decorreu primeiro num agradabilíssimo almoço com a pintora e o músico e compositor Pedro Caldeira Cabral, a que se seguiu um revelador encontro de Graça Morais com alunos da nossa escola. E digo revelador pois Graça Morais, igual a si mesma e à sua pintura falou aos alunos e respondeu às suas perguntas com a autenticidade que lhe é característica, na obra que eu já conhecia, e que agora se me revelou também no seu olhar e na personalidade afável e disponível que pude conhecer.

Posso dizer que conheço razoavelmente bem a obra da pintora, ao contrário da  obra do músico e compositor Pedro Caldeira Cabral, reputado especialista em guitarra portuguesa e também ele com um percurso artístico notável.

Graça Morais é natural de Vieiro, uma aldeia trasmontana perto de Vila Flor e a sua obra é um excelente exemplo da relação que se pode estabelecer entre o cosmopolitismo e a ruralidade. Com uma já longa carreira e uma assinalável notoriadade, a sua obra desde sempre reflectiu esse microcosmos que é a sua aldeia natal, mas que numa visão mais alargada se pode considerar a visão de uma certa ruralidade nacional. Talvez não exista em Portugal exemplo tão feliz, profundo e intenso dessa interpretação antropológica do Portugal interior.

O traço de Graça Morais é forte, quase masculino, se é que os traços têm sexo, e terá na sua génese, a influência dos expressionismos do início de século, a multiplicação/fragmentação da realidade de um Picasso ou mesmo as  transparências e realismo mágico de Francis Picabia.

Particularmente interessante foi o encontro com os adolescentes interessados em ouvir o que a artista tinha para dizer e para os quais Graça Morais se disponibilizou para responder a todas as perguntas que estes lhe colocaram. Não pude deixar de notar a humildade sábia de quem alcançou um lugar de destaque na arte portuguesa, o sorriso bonito e toda a disponibilidade do mundo, que é apanágio de quem fez uma boa construção existencial e não chegou lá por acaso.

José Artur Matos

 

EXPOSIÇÃO DE FINAL DO ANO                                                                                          7/9 de Junho de 2005

 

Realiza-se nos próximos dias 7 a 9 de Junho, na Biblioteca da Escola (pavilhão 2) uma exposição que reune trabalhos realizados pelos alunos do 3º ciclo ao longo de todo o ano lectivo, na disciplina de Educação Visual e nas áreas curriculares não disciplinares de Área Projecto e Formação Cívica.

 

 

 

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